Com dialeto gay e questões claramente socialistas, o ENEM deixou de ser uma prova de conhecimento e se tornou um mero instrumento de aferição ideológica.

Sim, exatamente isso que se tornou o Exame Nacional do Ensino Médio. A prova, que num passado não muito distante servia como base de avaliação do desempenho e conhecimento intelectual, inclusive como requisito preponderante para ingresso universitário, teve seu objetivo completamente esvaziado pela militância e aparelhamento político que tomou de assalto os Ministérios de Educação e, especialmente, os responsáveis pela elaboração do exame.

Temas de redação esdrúxulos, pautas impensáveis, indagações sem pé nem cabeça, são apenas o princípio dos absurdos praticados contra os alunos nas provas, que parecem ter apagado grandes pensadores, deixados no ostracismo do ensino em detrimento a pseudointelectuais santificados pela lacração.

O caráter risível dos “atrasados do ENEM” se tornou secundário na análise e debate sobre a prova neste ano, que ganhou notoriedade pelo achincalhamento de questões preponderantes em favor de análises secundárias (para ser gentil).

A famigerada questão 31 indaga o estudante sobre o “Acuenda o pajubá”, dialeto secreto de gays e travestis. Ora, vivendo num país onde analfabetos funcionais são diplomados no ensino fundamental e, estudantes de ensino médio sofrem enormes dificuldades para simplesmente interpretar um texto, qual a relevância do conhecimento desse dialeto para o exame? Qual a necessidade de domínio dessa encrenca para ingressar no Ensino Superior?

A resposta me parece consideravelmente óbvia.

Porém a obviedade de valores, princípios e conhecimentos não é algo preponderante para aqueles que deveriam ter por objetivo avaliar estudantes, para eles o único valor necessário é a lacração, a lacração da sexualidade, da minoria e do coitadismo.

Na questão sobre literatura brasileira, clássicos como Carlos Drummond de Andrade, Machado de Assis, Lima Barreto, ou Graciliano Ramos foram simplesmente deixados de lado para indagar os alunos sobre a “obra” de Natália Polesso (não sei você, mas nunca ouvi falar), “Vó, a senhora é lésbica?”.

Mas não podemos apenas uma análise superficial sobre o ENEM. O Exame expões as vísceras do que é o Ensino brasileiro, que além de sua péssima qualidade tem consigo um único objetivo de doutrinar e desinformar. A prova, preocupada a todo tempo com questões de ordem sexual, demonstra indiscutivelmente que o Ensino Brasileiro está mais preocupado em ensinar crianças a transar do que a raciocinar.

Rubinho Nunes
@rubinhonunes
Advogado e coordenador nacional do Movimento Brasil Livre.