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STF faz licitação de R$ 1,1 milhão para comprar lagostas e vinhos nobres

De acordo com as exigências, os vinhos devem ter pelo menos 4 premiações internacionais.

26/04/2019 18h50

Imagem: Reprodução.

O Supremo Tribunal Federal, nosso exímio guardião da constituição, divulgou nesta sexta-feira, 26, informações sobre um pregão eletrônico para “serviços de fornecimento de refeições institucionais”, com gasto estimado de 1,134 milhão de reais. O serviço se refere à contratação de um fornecedor para as refeições servidas pela Corte, conforme suas necessidades. O STF disse que o edital segue padrão do Ministério das Relações Exteriores.

O menu inclui desde a oferta para café da manhã, passando pelo “brunch”, almoço, jantar e coquetel. Na lista, estão produtos para pratos como bobó de camarão, camarão à baiana e “medalhões de lagosta com molho de manteiga queimada”. Exige ainda que sejam colocados à mesa bacalhau à Gomes de Sá, frigideira de siri, moqueca, arroz de pato. Tem ainda vitela assada; codornas assadas; carré de cordeiro, medalhões de filé e “tournedos de filé”, com molho de mostarda, pimenta, castanha de caju com gengibre.

Os vinhos recebem atenção especial. Se for vinho tinto fino seco tem de ser Tannat ou Assemblage, contendo esse tipo de uva, de safra igual ou posterior a 2010 e que “tenha ganhado pelo menos 4 (quatro) premiações internacionais”. “O vinho, em sua totalidade, deve ter sido envelhecido em barril de carvalho francês, americano ou ambos, de primeiro uso, por período mínimo de 12 (doze) meses.”

Se a uva for tipo Merlot, só serão aceitas as garrafas de safra igual ou posterior a 2011 e que tenha ganho pelo menos quatro premiações internacionais. Nesse caso, o vinho, “em sua totalidade, deve ter sido envelhecido em barril de carvalho, de primeiro uso, por período mínimo de 8 (oito) meses”.

Essas e outras exigências de nobreza mostram o quanto nossos ministros estão preocupados com a situação do país.

Informações: Estadão.

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Diretor do movimento Neoiluminismo, coordenador nacional MBL Estudantil e coordenador SFL. Estudante de economia na UFRGS e amante das ciências da complexidade.