Recém-formados em Medicina podem ficar um ano no Mais Médicos

Os ministérios da Saúde e da Educação estão debatendo a possibilidade dos recém-formados no curso de Medicina

 20 de novembro de 2018 | 10h18
Por Francine Galbier

Os ministérios da Saúde e da Educação estão debatendo a possibilidade dos recém-formados no curso de Medicina em universidades federais passarem o período de um ano no programa Mais Médicos, registrou O Globo. A proposta seria uma forma dos alunos do ensino público federal devolverem à sociedade o investimento do Estado.

Nesta terça-feira, 20, o Diário Oficial publicou um edital com 8,5 mil vagas para o Mais Médicos com o objetivo de substituir os cubanos que antes participavam do programa. Se trata de uma medida emergencial do governo para que o país tenha o menor impacto possível com a saída de Cuba do tratado.

A ditadura cubana não aceitou os novos termos direcionados pelo presidente eleito Jair Messias Bolsonaro e ordenou que os médicos cubanos retornassem ao país de origem. No entanto, Bolsonaro disse que irá conceder asilo político para aqueles que desejarem.

Todos sabemos que o Mais Médicos era uma forma que o antigo governo petista de Dilma Rousseff encontrou de financiar a ditadura socialista de Cuba, uma vez que 70% dos salários dos médicos cubanos ia para o “governo” de Cuba.

Bolsonaro anunciou que os salários seriam pagos integralmente aos médicos, e que eles também teriam de passar por uma avaliação técnica – uma vez que há desconfianças sobre a habilitação desses profissionais na área da saúde.

Com a postura da ilha, que imediatamente se retirou do tratado, ficou claro que o único interesse de Cuba no Mais Médicos era mesmo receber dinheiro do governo brasileiro.