Por pressão de Bolsonaro, EBC realizará segunda rodada de demissões voluntárias

Nesta sexta-feira (23) a EBC (Empresa Brasil de Comunicação), empresa pública federal responsável pela Agência Brasil, a

 23 de novembro de 2018 | 17h17
Por Gustavo Sales

Nesta sexta-feira (23) a EBC (Empresa Brasil de Comunicação), empresa pública federal responsável pela Agência Brasil, a TV Brasil e a Rádio Nacional, entre outros veículos, informou que abrirá uma segunda rodada de adesões ao Plano de Demissão Voluntária (PDV).

A decisão vem da ideia de Bolsonaro e seu Ministro da Economia Paulo Guedes de cortar gastos, extinguindo algumas estruturas da empresa -como a TV Brasil- gerando reação nos funcionários.

O objetivo das demissões, segundo um comunicado enviado aos trabalhadores por email, “readequação da estrutura organizacional da EBC, redimensionamento da força de trabalho e redução de custos”. O programa se iniciará na próxima terça-feira (27).

Segundo integrantes do governo, o PDV foi definido há cerca de dois meses e autorizado pelo Ministério do Planejamento, em uma tentativa de enxugar o quadro de funcionários. O ex-presidente da empresa Laerte Rímoli definiu a EBC, em dezembro passado, como um “mastodonte”.

“Diferentemente do primeiro PDV, iniciado em dezembro de 2017, neste todos os empregados do quadro da empresa poderão aderir, independentemente de idade ou tempo de casa”, informou a direção da EBC, vinculada à Secretaria-Geral da Presidência da República.

A empresa tem hoje 2.282 funcionários. Na primeira rodada, 96 funcionários aderiram, porque havia restrição de idade —o interessado precisava ter no mínimo 53 anos. O governo separou R$ 80 milhões para bancar o PDV deste ano.

O comunicado enviado ao email dos funcionários informa que “como incentivo financeiro, os empregados que aderirem vão receber valor referente a 24 salários mensais, limitado ao valor máximo mensal de R$ 9.800 (teto de R$ 235.200)”. Isso será acrescentado de um benefício social que não poderá exceder 300 mil reais.

Os cortes de gastos do próximo governo já começaram.