PGR pede para STF priorizar caso Battisti

A procuradora-geral da República Raquel Dodge pediu que o Supremo Tribunal Federal priorize a extradição do terrorista

 5 de novembro de 2018 | 17h56
Por Francine Galbier

A procuradora-geral da República Raquel Dodge pediu que o Supremo Tribunal Federal priorize a extradição do terrorista italiano Cesare Battisti, registrou O Antagonista.

Apoiado pelo primeiro-ministro italiano Matteo Salvini, o presidente eleito Jair Bolsonaro se manifestou durante a campanha e se comprometeu, caso eleito, com a extradição.

Caso Battisti

Integrante do grupo Proletários Armados pelo Comunismo, em 1979 Battisti foi preso em Milão sob acusação de ter matado quatro pessoas. No ano seguinte foi condenado a prisão perpétua. Em 81, escapou de uma prisão italiana fugindo para Paris. Quando sua extradição é decretada pela França, foge para o México, retornando dez anos depois. Em 1991, a França nega a extradição para em 2004 mudar a posição pela terceira vez e conceder o pedido italiano.

Cesare foge de novo, dessa vez para o Brasil.  Em 18 de março de 2007, já casado com uma brasileira, o terrorista recebe asilo político de Tarso Genro, então ministro da Justiça de Lula, começando uma instabilidade diplomática com a Itália. Em 2009, o STF anula o refúgio de Battisti por 5 votos a 4, mas determina que a decisão final cabe a Lula. E adivinhem só? Lula referenda a decisão de Tarso Genro e Battisti passa a ser um residente permanente no Brasil.

Em 2017, Michel Temer indica que está considerando a extradição de Battisti, que é retido pela Polícia Federal ao tentar atravessar a fronteira do Brasil para a Bolívia portando 6 mil dólares e 1,3 mil euros sem declaração. Em 5 de outubro, o governo italiano pede novamente a extradição do terrorista, que recebe no dia seguinte uma liminar de soltura do desembargador José Marcos Lunardelli, do TRF-3, e retorna para São Paulo.

Resta saber se Cesare será extraditado pro Bolsonaro ou conseguirá fugir mais uma vez.