“Não preciso voltar pro Brasil e ser humilhado”, diz Dr. Rey em vídeo

Dr. Rey está em evidência nos noticiários desde o dia em que apareceu de forma inusitada na

 14 de novembro de 2018 | 12h42
Por Francine Galbier

Dr. Rey está em evidência nos noticiários desde o dia em que apareceu de forma inusitada na casa do presidente eleito Jair Messias Bolsonaro, no Rio de Janeiro. Ele se colocou à disposição para o ministério da Saúde e anunciou que iria propor o “purple plan“, sistema que gradualmente substituiria o SUS – que Rey considera ser “um crime contra a humanidade”.

Sem perspectiva de ser chamado para a pasta que almejava, Rey declarou ao O Globo que “o Brasil escolhe modelos pornôs, palhaços e funkeiros para seus deputados”. Ele reclamou que fez o máximo possível e até mesmo se “humilhou” para participar da reconstrução do Brasil, mas foi rejeitado. “Vou servir à nação que me adotou. A Marinha de guerra americana está pedindo de joelhos para que eu entre como capitão cirurgião. Eu vou escolher as forças de elite americanas.”

Assista ao vídeo publicado pelo O Globo com as declarações de Rey:

Dr. Rey diz ter convite da Marinha americana e estuda deixar o país: 'O Brasil não me quis'

"O Brasil só escolhe ator pornô, palhaço e funkeiro", diz Dr. Rey depois de, sem sucesso, se oferecer para o Ministério da Saúde. Em vídeo, o cirurgião desabafou sobre seu desejo de participar do que chamou de "reconstrução do Brasil". "Meu sonho era ajudar a minha nação natal. Se a minha nação natal não mer quer, não tem problema. Vou servir a nação que me adotou", disse o cirurgião, ao contar que foi convidado para trabalhar na Marinha americana. https://glo.bo/2DCiFyd

Posted by O Globo on Wednesday, November 14, 2018

 

Ao MBL News, Rey disse acreditar em um governo menor e empreendedor, tendo como referência o economista Milton Friedman. Sobre sua proposta para acabar com o SUS, explicou: “Eu trago o sistema roxo, the purple plan, dos republicanos americanos. É mais ou menos assim: você dá um vale para as pessoas. Os mais jovens, que possuem uma saúde melhor, ganham um vale menor. Aqueles que são mais velhos, ou possuem doenças crônicas, recebem um vale maior. Com esses vales, existirá dez ou doze companhias de seguro privado brigando entre si. Nós sabemos, como capitalistas, que só a competição abaixa o preço. Só! O governo aumenta preços, por isso o Brasil é um país tão caro.”

Parece que não será dessa vez que teremos o purple plan no Brasil.