Moro, o Super Ministro | Assista agora ao MBL News com Renan Santos e Pedro Deyrot

Nesta edição, os líderes nacionais Renan Santos e Pedro Deyrot comentam os principais desdobramentos desta quinta-feira, 01

 1 de novembro de 2018 | 19h54
Por Francine Galbier

Nesta edição, os líderes nacionais Renan Santos e Pedro Deyrot comentam os principais desdobramentos desta quinta-feira, 01 de novembro.

Na pauta:

Super Ministro

Sérgio Moro aceitou o convite de Jair Bolsonaro para ser ministro da Justiça do novo governo. A decisão foi anunciada após uma reunião entre o juiz e o presidente eleito, que aconteceu no Rio de Janeiro nesta quinta-feira. A pasta da Justiça irá abrigar também a Segurança Pública, a Transparência e Controladoria Geral da União e o Conselho de Controle das Atividades Financeiras. Nesta tarde, Hamilton Mourão declarou à imprensa que Moro terá total autonomia, inclusive para nomear o diretor da Polícia Federal, e Bolsonaro afirmou que não irá interferir no ministério. Moro, por sua vez, alega que aceitou o convite para “evitar riscos de retrocesso”.

O choro é livre

A esquerda não está sabendo lidar com a notícia de que Moro será o novo ministro da Justiça. Gleisi Hoffmann declarou se tratar da “fraude do século”. Fernando Haddad, candidato derrotado nas eleições, disse que o que a indicação “só será compreendida em mídia e fóruns internacionais”, e Boulos afirmou que “mais do que nunca” as decisões de Moro são colocadas “sob suspeição”.

Recorde 

Com o anúncio de Donald Trump sobre dialogar com o líder chinês Xi Jinping e a nomeação de Sergio Moro para o ministério da Justiça, antes das 13h00, o ibovespa atingiu seu maior pico da história, avançando 1,82% a 89.015 pontos, o seu maior pico da história. Após às 17h00, fechou em 88.419 pontos, uma alta de 1,13%. O volume financeiro foi de R$18,8 bilhões.

Meio Ambiente e Agricultura 

Em entrevista a emissoras de TV católicas, Bolsonaro declarou que Meio Ambiente e Agricultura deverão ser ministérios diferentes em seu governo. Durante a semana se falou sobre uma possível fusão entre as pastas, mas a ideia foi mal recebida pelos dois setores. Bolsonaro afirmou que “havia uma ideia de fusão, mas será modificada”. Ressaltou que não quer um ministro “xiita” para o Meio Ambiente, mas que a conservação da natureza não pode ser obstáculo para o progresso do país.

Jerusalém 

Seguindo o exemplo de Donald Trump, Bolsonaro disse ao jornal israelense Hayon que irá transferir a embaixada brasileira de Tel-aviv para Jerusalém. Com essa decisão, reconhece que Jerusalém é a verdadeira capital de Israel. Também declarou que não reconhece a Palestina como nação, apesar do Brasil ter reconhecido o estado palestino como um país em 2010, durante o governo Lula.

Absurdo

A Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro emitiu uma nota de repúdio contra Luís Fernando Veríssimo, colunista do O Globo. Veríssimo escreveu: “Como será difícil distinguir um marginal vermelho de um cidadão normal, agora que até a direita usa barba, sugiro que se costure uma estrela vermelha na roupa dos marginais, para identificá-los. Deu certo em outros países”. A nota, assinada pelo presidente da Federação, pede que o escritor se explique já que sua fala “remete ao período mais vergonhoso e violento da história da humanidade, tendo como consequência o brutal genocídio de milhões de seres humanos”.

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