Médicos cubanos desertam e decidem ficar no Brasil

Parece que o conto de fadas do socialismo cubano vai encontrar a realidade mais uma vez: médicos

 26 de novembro de 2018 | 19h12
Por Rafael Rizzo

Parece que o conto de fadas do socialismo cubano vai encontrar a realidade mais uma vez: médicos que estavam no programa Mais Médicos estão preferindo ficar no “aterrorizante” Brasil governado por Bolsonaro do que voltar ao “sonho” construído por Fidel Castro.

É o caso de Raymond Garcia, de 32 anos, que disse para a Associated Press que não tinha opção. “A vida lá é muito limitada. Há educação e saúde de graça, mas o que mais? Não quero voltar e passar pobreza nem castigar minha mulher e meu filho. Eles não merecem isso”, disse.

A decisão tomada recentemente por Garcia já foi tomada por Alioski Ramírez no ano passado. Ramírez havia entrado na Justiça brasileira para sair do Mais Médicos e ser médico independente. Foi quando a ditadura cubana ordenou que voltasse ao país. “Me ameaçaram, disseram que tinha que voltar e iam suspender meu direito de exercer medicina. Como profissional formado, não queria voltar a cortar cana de açucar. Decidi ficar”. Ramírez ainda disse que só aprendeu o que é liberdade no Brasil, e não em Cuba.