Juristas evangélicos oferecem assessoria jurídica a cubanos que querem ficar no Brasil

A Associação Nacional de Juristas Evangélicos criou a campanha “Fica Doutor”, para assessorar juridicamente de graça os

 22 de novembro de 2018 | 16h49
Por Rafael Rizzo

A Associação Nacional de Juristas Evangélicos criou a campanha “Fica Doutor”, para assessorar juridicamente de graça os médicos cubanos dos Mais Médicos que desejam pedir asilo político e ficar no Brasil.

O programa Mais Médicos foi criado por Cuba e o PT para servir comunidades carentes de serviço médico no Brasil. Porém recebeu críticas pela forma com que tratava os médicos cubanos inscritos no programa: ficavam com menos de 30% do salário e não tinham liberdade de trazer parentes ao país.

Documentos obtidos pela Folha de São Paulo essa semana revelam que o acordo feito pelo Mais Médicos foi sugerido por Cuba e feito de forma a driblar o Congresso brasileiro. No fim, Cuba recebeu mais de R$ 5 bilhões pelo programa desde 2013.

O presidente eleito Jair Bolsonaro, que assumirá a Presidência da República em 1 mês e meio, fez exigências ao programa: salários têm de ser entregues integralmente aos médicos, e a liberdade para trazer familiares tem de ser assegurada.

Com isso, Cuba alegou que Bolsonaro fez declarações “ameaçadoras e depreciativas”, e ordenou o retorno dos médicos ao país.

A história toda fez a ANAJURE iniciar uma campanha para cubanos que desejam pedir asilo político ao Brasil.

Diz uma nota do site: “à luz dos acontecimentos recentes e da legalidade da medida proposta pelo presidente eleito, a ser posta em vigor após a sua posse, em 1° de janeiro de 2019, a Associação Nacional de Juristas Evangélicos (ANAJURE), por meio de seu programa de acolhimento de refugiados e ajuda humanitária, ANAJURE Refugees, prontifica-se a oferecer assessoria jurídica pro bono a todos os cubanos integrantes do Programa Mais Médicos que desejarem requerer asilo político no Brasil.”

Os interessados na ajuda devem entrar em contato pelo e-mail secretaria.refugees@anajure.org.br ou pelo WhatsApp: +55 79 9 9929 7869.