Governo afirma que 84% das vagas do Mais Médicos foram preenchidas em 3 dias

O Ministério da Saúde nesta sexta-feira (23) afirmou que, das 8.517 vagas cedidas pelo programa Mais Médicos

 23 de novembro de 2018 | 14h26
Por Gustavo Sales

O Ministério da Saúde nesta sexta-feira (23) afirmou que, das 8.517 vagas cedidas pelo programa Mais Médicos -após a retirada dos médicos pelo Governo cubano, em resposta à eleição de Bolsonaro-, 7154, ou seja, 84% das vagas serão (até agora) preenchidas por profissionais que declararam interesse por trabalhar no município por meio de um cadastro em um site do ministério.

Balanço do ministério também diz que, ao todo, houve 13.341 inscrições feitas pelo site, mas muitos profissionais ainda não escolheram o local em que pretendem atuar. Há vagas para 2.824 municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), que antes eram ocupadas por médicos da cooperação com Cuba.

“Com a alta procura e a apresentação imediata do médico ao município, a expectativa é de suprir a ausência do médico cubano com o médico com CRM o mais rápido possível”, afirmou o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, em nota.

Em menos de uma semana a narrativa de que a eleição de Bolsonaro iria causar uma crise na saúde brasileira veio ao chão. Bolsonaro apenas afirmou que exigiria dos médicos cubanos a aprovação em um exame chamado “Revalida”, que mediria a competência do médico, julgando se ele está apto ao trabalho.

Por outro lado, Bolsonaro tem propostas sérias para a saúde, como o credenciamento universal dos médicos e a criação de carreiras de médico de Estado, melhorando a eficiência da saúde.

O discurso ideológico a cada dia é refutado novamente pelos dados empíricos.