Exoneração de Moro é publicada no Diário Oficial

A exoneração de Sergio Moro foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 19. Indicado ao

 19 de novembro de 2018 | 8h57
Por Francine Galbier

A exoneração de Sergio Moro foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 19. Indicado ao ministério da Justiça e Segurança Pública, ele deverá assumir imediatamente um cargo executivo na equipe de transição do governo eleito de Jair Messias Bolsonaro, PSL.

O pedido de exoneração foi assinado na semana passada pelo desembargador Thompson Flores, do TRF-4. No documento, o ex-juiz da Lava Jato em primeira instância escreveu: “Houve quem reclamasse que eu, mesmo em férias, afastado da jurisdição e sem assumir cargo executivo, não poderia sequer participar do planejamento de ações do futuro governo. Assim, venho, mais uma vez registrando meu pesar por deixar a magistratura, requerer a minha exoneração do honroso cargo de juiz federal da Justiça Federal da 4ª Região, com efeitos a partir de 19/11/2018, para que eu possa então assumir de imediato um cargo executivo na equipe de transição da Presidência da República e sucessivamente ao cargo de Ministro da Justiça e da Segurança Pública Destaco meu orgulho pessoal de ter exercido durante 22 anos o cargo de juiz federal e de ter integrado os quadros da Justiça Federal brasileira, verdadeira instituição republicana.”

PT vai perder mais uma

Os petistas não sabem pra qual lado atirar. Antes pediam “fora Moro” e agora correm contra o tempo para manter o futuro ministro seja mantido como juiz da Justiça Federal. O Partido dos Trabalhadores chegou a pedir ao Conselho Nacional de Justiça que anulasse a exoneração de Sergio Moro alegando que “há um processo em andamento que investiga sua ida ao Ministério da Justiça e Segurança Pública”.

Como noticiado aqui no News por Rafael Rizzo, os advogados e deputados federais Paulo Teixeira, Paulo Pimenta e Wadih Damous fundamentaram a ação com “o artigo 27 da Resolução 135/2011 deste Conselho Nacional estabelece a impossibilidade de afastamento do magistrado que estiver respondendo a processo administrativo disciplinar até que haja 1ª conclusão do processo ou do cumprimento da penalidade”.