Ernesto Araújo e Celso Amorim trocam farpas nas redes sociais

Logo após sua indicação para o comando do Ministério das Relações Exteriores, Ernesto Fraga Araújo trocou farpas

 19 de novembro de 2018 | 14h42
Por Gustavo Sales

Logo após sua indicação para o comando do Ministério das Relações Exteriores, Ernesto Fraga Araújo trocou farpas com o ex-ministro das relações exteriores Celso Amorim.

Amorim, que foi ministro durante todos os 8 anos de governo Lula, fez críticas duras aos planos do embaixador, afirmando que a implementação de suas ideias levaria o Brasil à Idade Média.

Sobre a crítica de Celso Amorim, Ernesto afirmou que “não entendi se é crítica ou elogio, mas informo que não retornaremos à Idade Média, pois temos muito a fazer por aqui, a começar por um exame minucioso da “política externa ativa e altiva” em busca de possíveis falcatruas”.

Ademais, afirmou que “o Brasil terá os pés no chão”, e que “na nova política externa, vamos negociar bons acordos comerciais, atrair investimentos e tecnologia. Terá os pés no chão, mas a cabeça erguida!”. Além disso, sobre sua relação com ditaduras, afirmou que o Brasil “não ficará de quatro diante das ditaduras”, nem com “a cabeça enfiada na terra para não ver o grande embate mundial entre o globalismo e a liberdade”.

Celso Amorim, durante seu período no governo Lula (2003-2011) realizou o que este chama de “política externa ativa e altiva”, em que mantinha relações com países da região, África e os emergentes, na política chamada “sul-sul”. Ernesto, por enquanto, se mostra com intenções de realizar exatamente o oposto.

O governo Bolsonaro pretende trazer mais relações com países ricos na tentativa de desenvolver o país. Além disso ele traz críticas ao Mercosul e à criação de outros foros de contraposição aos EUA. Diferente das políticas dos governos anteriores, não há perspectivas para o financiamento do BNDES a países amigos.