Brasil registra recorde na compra de títulos do Tesouro Direto

No último mês de outubro a venda de títulos públicos a pessoas físicas somou R$2,085 bilhões de

 23 de novembro de 2018 | 17h02
Por Gustavo Sales

No último mês de outubro a venda de títulos públicos a pessoas físicas somou R$2,085 bilhões de reais, informou nesta sexta-feira o Tesouro Nacional. O valor registrado para o mês passado é recorde de arrecadação no mês de outubro, e o maior valor desde março de 2017, em que a arrecadação foi de R$2,648 bilhões, quando as vendas atingiram o maior valor da história para um mês.

Pela primeira vez, o volume de investidores ativos ultrapassou 700 mil, atingindo a marca de 724.093 pessoas. Apenas no mês passado, 27.579 participantes passaram a investir em títulos públicos. O número de investidores cadastrados –ativos e não ativos– totalizou 2.815.930 pessoas.

Os principais investimentos foram:

1o Taxa Selic (juros básicos da economia): Concentraram 53,3% das vendas em outubro.

2o Papéis vinculados à inflação oficial pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo): Responderam por 29% das vendas.

3o Títulos prefixados (com juros definidos antecipadamente): Responderam por 17,6% das vendas.

As vendas abaixo de R$ 5 mil concentraram 75,2% do volume aplicado no mês.

Com o resultado de outubro, o estoque de títulos públicos aplicados no Tesouro Direto subiu 1,46% em relação a setembro, alcançando R$ 52,3 bilhões. Isso ocorreu porque, no mês passado, o Tesouro resgatou R$ 1,805 bilhão. A variação do estoque representa a diferença entre as vendas e os resgates, mais o reconhecimento dos juros que incidem sobre os títulos.

Tal recorde pode ser resultado da confiança que o mercado tem pelo governo Bolsonaro e as políticas econômicas de Paulo Guedes.