Ato do Passe Livre contra aumento de tarifa acaba em vandalismo, como sempre. Isso foi o que vimos

Estivemos na manifestação do Passe Livre que ocorreu ontem, dia 10 de janeiro. Foi o primeiro ato

 11 de janeiro de 2019 | 11h49
Por Francine Galbier

Estivemos na manifestação do Passe Livre que ocorreu ontem, dia 10 de janeiro. Foi o primeiro ato do ano protagonizado pelo MPL. A reivindicação? Utópica. Querem tarifa de ônibus e metrô a zero.

A concentração começou às 17h00, em frente ao Theatro Municipal, com a presença da Polícia Militar, GCM, Guarda Civil e da Companhia de Ações Especiais da Polícia Militar. Por volta das 18h00, os policiais estimavam que havia cerca de 600 pessoas no local. Segundo o MPL, 20 mil pessoas estiveram na manifestação – o que eu duvido muito pela quantidade que vi.

A revolta era contra o aumento sancionado pelo prefeito Bruno Covas, PSDB,  que anunciou 30 centavos a mais no valor da tarifa, chegando a R$4,30. Outro alvo de reivindicações foi o governador, João Doria. Ele também promoveu o mesmo reajuste para a passagem de metrô. De acordo com a administração pública, era necessário reajustar valores pois houve congelamento das tarifas nos dois últimos anos e foi por essa razão que o índice de aumento ficou acima da inflação registrada em 2018.

Foram depredadas duas agências bancárias da Caixa Econômica, uma na rua Bela Cintra e outra na Avenida Paulista. A vidraça do Itaú, na Paulista, também foi vandalizada. Uma caçamba de lixo acabou virada no meio da Bela Cintra, provocando confusão no trânsito. Ainda, dois ônibus fecharam o cruzamento na Augusta, impedindo a passagem dos carros da Polícia.

A intenção do MPL era que o protesto acabasse na Praça do Ciclista, na Paulista. Mas a Polícia isolou a área, bloqueando o trajeto de entrar na avenida. Mediadores da PM tentaram negociar o itinerário com as lideranças, sugerindo a Praça Roosevelt como destino final, mas não houve acerto. Em resposta, manifestantes prometeram iniciar o próximo “ato” na Praça do Ciclista.

Por volta das 21h00, o tempo começava a fechar e oficiais da PM e do Batalhão de Choque conseguiram dispersar os baderneiros.

Outro ato do MPL foi marcado para a próxima quarta-feira.