Aluna exige retratação de professor de química que fazia doutrinação de esquerda ao abordar Mais Médicos em sala de aula

Em Campo Mourão, interior do Paraná, aconteceu mais um caso que comprova a necessidade do programa Escola

 17 de novembro de 2018 | 22h29
Por Francine Galbier

Em Campo Mourão, interior do Paraná, aconteceu mais um caso que comprova a necessidade do programa Escola Sem Partido.

Nicole Siqueira, aluna do 2º ano do Ensino Médio no Colégio Estadual Marechal Cândido Rondon, alega ter sido constrangida pelo professor de química Denny César Faria após uma discussão em torno do programa Mais Médicos. O fato aconteceu na quarta-feira, 14.

Nicole, que se intitula de direita, ficou insatisfeita com a forma com que o tema foi abordado no horário de aula.  O professor admitiu que se exaltou e elevou o tom de voz com a aluno, registrou o portal local I44.

O caso chegou a ser registrado em ata pelo setor de orientação educacional do colégio. A diretora Rita Cássia Cartelli de Oliveira disse ao I44 que as providências já foram tomadas e que está tudo registrado. Juliana Senna, chefe do Núcleo Regional de Educação de Campo Mourão, ouviu áudios gravados por Nicole que denunciava o constrangimento sofrido e encaminhará a situação para análise da Ouvidoria da secretaria estadual de educação.

Nicole contou ao jornal local que a decisão de Cuba em encerrar o programa Mais Médicos foi discutida em sala de aula e sua expressão facial negativa começou a incomodar o professor. “Ele viu a expressão negativa no meu rosto. Foi a hora que ele parou tudo e começou a falar algumas coisas pra mim. Eu achei ofensivo ele falar que eu era muito bem vestida. Como se eu não tivesse o direito de ser contra aquilo. Querendo dizer que eu era mimada”, contou Nicole ao I44.

Nervosa com a situação, Nicole disse para o professor ter cuidado com o que falava em sala de aula. Foi então que Denny perguntou se a aluna iria agredi-lo e informou que “ainda não era 2019” para ela gravá-lo em sala de aula e fazer uma denúncia. Diagnosticada com epilepsia, Nicole começou a sentir sudorese e taquicardia e deixou a sala de aula. Segundo ela, o professor teria dito “vai com Deus” quando a jovem deixou o ambiente e procurou a direção do colégio. A aluna foi orientada por advogados a registrar um boletim de ocorrência na delegacia e analisa a possibilidade de processar o professor por constrangimento moral.

Denny César Faria admite que abordou o tema do Mais Médicos com a turma de Nicole, assim como fez em todas as turmas que leciona química – matéria que, diga-se de passagem, não faz nenhuma conexão com o tratado encerrado entre Cuba e o Brasil.  Sobre isso, o professor diz que “a discussão faz parte da autonomia didática do professor, que tem direito a crítica” e que “não é um caso de doutrinação”. Achando que estava sendo filmado, Faria disse que repreendeu a aluna e que “se em 2019 houver uma Lei da Mordaça” será “outra coisa”. Quanto ao Mais Médicos, o professor afirma que “os filhos da elite branca formados em Medicina não vão substituir os cubanos nos locais longínquos do país”.

Assista a entrevista da aluna ao I44: