fbpx
Educação
As vezes que o governo cortou da educação e a esquerda ficou calada

O silêncio da esquerda foi ensurdecedor

15/05/2019 15h35 - Por João Pedro Junqueira

Recentemente o governo Bolsonaro, anunciou um congelamento de 30% na verba discricionária da educação, tal medida levou a oposição no país a realizarem protestos que estão ocorrendo hoje (15/05), no entanto, quando governos anteriores realizaram as mesmas medidas, o silêncio da esquerda foi ensurdecedor.

Governo Dilma

No governo da “Pátria Educadora” a situação não foi diferente, em meio a crise, o governo cortou 10,5 bilhões do orçamento do Ministério da Educação, em 2015. O efeito foi claro principalmente em relação ao FIES e Pronatec, onde estudantes de universidades ficaram sem receber ou o pagamento foi atrasado, além de uma diminuição do número de contratos que chegou a ser 57% menor em relação a 2014. Os motivos, a necessidade de um ajuste fiscal, é importante notar que nesse período turbulento para a economia brasileira, não foi apenas o MEC que sofreu cortes, diversos ministérios passaram pelo mesmo procedimento.

Governo Lula

Lula também anunciou cortes na educação, em 2009 para 2010, o que causou os cortes, mais uma vez, foram questões de responsabilidade fiscal que não afetaram apenas o MEC, o corte anunciado foi de 1,2 bilhões de reais a menos para serem gastos em 2010 em relação ao ano anterior, contudo o Ministério da Educação foi o mais afetado pelas medidas.

A Educação

Embora os governos passados tenham buscado uma responsabilidade fiscal, realizando cortes em diversas pastas, afetando a educação mais do que qualquer outra pasta do governo, não houve nenhuma disputa quanto a necessidade de se gastar dinheiro de maneira cautelosa. Os protestos de hoje marcam uma guerra enviesada de quem parece não compreender a situação fiscal no país que ainda tenta se recuperar e sair de um crescimento anual medíocre. Enquanto a esquerda incentiva uma oposição aos cortes, no passado enxergou a necessidade dos mesmos, e hoje, a oposição ainda é contra a reforma da previdência, que irá auxiliar no fornecimento de verba para educação, melhorando a situação fiscal do país.