A morte de um partido: ex-presidente do PSDB declara voto em Fernando Haddad

Alberto Goldman, ex-presidente do PSDB, anunciou nesta quarta feira (24) que irá votar em Fernando Haddad, candidato

 24 de outubro de 2018 | 15h40
Por Guto Zacarias

Alberto Goldman, ex-presidente do PSDB, anunciou nesta quarta feira (24) que irá votar em Fernando Haddad, candidato do PT à presidência da República. Essa é uma declaração que vem na esteira das decisões que fizeram o Partido da Social-Democracia Brasileira naufragar e, hoje, virar um partido de 2º escalão, com sua bancada na câmara diminuindo constantemente e a dificuldade crescente para eleger políticos mais antigos na sigla.

PSDB, apogeu e queda

Durante o governo FHC, quando os tucanos não tiveram força para pautar privatizações mais importantes, como a da Petrobrás. Uma reforma previdenciária também não teve êxito e o partido não conseguiu conquistar uma de suas principais pautas: o parlamentarismo.

Após essas derrotas, FHC – que fez um bom governo – não conseguiu fazer seu sucessor e Lula (PT) acabou chegando a presidência. Com a escalada de escândalos do governo petista, uma boa parcela da população sentia falta de uma real oposição aos governantes, e, mais uma vez, o PSDB falhou perante a população que votava nos tucanos meramente por serem “o outro”, uma vez que estavam cansados do petismo.

Negar a direita foi um erro

Com o aumento de acusações de corrupção no próprio PSDB, e a insistência dos tucanos de se manterem longe da direita, era questão de tempo para que a população busca-se outras alternativas. E ela buscou.

Os movimentos como MBL e Vem Pra Rua, os alicerces do Bolsonarismo e partidos como o NOVO jogaram as últimas pá de cal no caixão tucano e fez que com que políticos da nova safra, os famigerados “cabeças pretas”, cogitem mudar de sigla para continuarem tendo chance de serem eleitos.

A verdade é muito clara: não foi porque o PSDB não conseguiu representar a população. Eles simplesmente não quiseram. O Lado deles é outro.