É interessante que ressaltemos alguns pontos sobre o plano de governo proposto pelo PT.

O documento todo se baseia na falsa narrativa do “golpe” de 2016. Logo no início é dito que com o governo Temer “inúmeros direitos foram cassados, violados e massacrados” e que Lula está impedido de concorrer nas eleições por ser perseguido judicialmente. Em primeiro lugar, Lula foi barrado pela lei do Ficha Limpa, pois sua condenação transitou em julgado na segunda instância. Ele está preso porque é um criminoso e não por sofrer qualquer tipo de perseguição.

Sobre o “golpe” de Temer que retirou “inúmeros direitos”, quais direitos? Michel Temer foi eleito com os mesmos votos que elegeram Dilma Rousseff. Os tais direitos retirados não são nominados, mas fazem referência ao Teto de Gastos e a Reforma Trabalhista ao longo do texto.

Ora, os direitos trabalhistas estão garantidos em cláusula pétrea na Constituição Federal. O alto nível de desemprego que existe foi deixado pelos governos de Dilma e a criação de empregos do último ano é decorrente da Reforma Trabalhista. Como será possível que o PT proponha o “programa meu emprego de novo” enquanto quer retroceder em uma reforma que funcionou para o país?

Sobre o Teto de Gastos, é dito que a emenda constitucional 95 será revogada. Segundo a esquerda, ela retira investimentos em educação e saúde. Isso é mentira. Na verdade, o teto imposto é sobre a inflação: os gastos públicos não podem crescer mais que a inflação, com exceção para educação e saúde que deve ter investimentos equivalentes ao crescimento inflacional.

Segundo dados do tesouro nacional e do IBGE, entre 1997 e 2015 as despesas do governo federal cresceram de 133 bilhões para 1,15 trilhões. O governo gasta mais do que arrecada. A inflação subiu 306%, de acordo com o índice de preços ao consumidor. Retirar o teto de gastos é levar o país mais ainda para o buraco e deixar a inflação voltar a assombrar a vida dos trabalhadores.

No que tange a proposta tributária, a esquerda é tão canalha que acusou o economista Paulo Guedes, futuro ministro da Fazenda de Bolsonaro, de querer “recriar o CPMF” ao passo que o plano de Haddad propõe quase o mesmo que Guedes estava propondo: quem recebe até 5 salários mínimos fica isento do imposto de renda. Só que a proposta de Guedes é ainda mais completa, ele também quer criar uma alíquota fixa de 20% para renda acima de 5 salários mínimos.

Uma das partes mais perigosas vem agora: na página 16 do documento, é dito que eles pretendem impor um “marco regulatório da comunicação social”, criando um “órgão regulador” para “supervisionar” a sociedade. Controle de mídias e imprensa? Isso é censura pura e clara.

Basicamente, os pontos em destaque do projeto de “desenvolvimento” de Haddad trazem o retrocesso do antigo governo de Dilma: revogação do Teto de Gastos, revogação da Reforma Trabalhista e suspensão das privatizações.

Algo interessante: lembra do delírio de Ciro Gomes que prometeu tirar os brasileiros do SPC? Haddad propõe o mesmo. É o “programa dívida zero”. As dívidas de quem está no SPC e Serasa seriam transferidas para bancos públicos. Assim, as pessoas continuariam devendo mas agora para o Estado, que arcaria com o prejuízo caso o montante não fosse pago pelo devedor. Ou seja, você pagaria a conta de um monte de desconhecidos.

Esse definitivamente não parece o retrato de um Brasil “feliz de novo”.

o/ Francine Galbier

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