Nesta edição, os líderes nacionais do Movimento Brasil Livre comentam sobre os principais acontecimentos desta quinta-feira, 8.

Na pauta:

MBL vai pro pau com STF

Rubinho Nunes distribuiu uma Ação Popular contra o Senado Federal pedindo a suspensão do aumento dos salários dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. Nunes defende que o reajuste é absurdo, imoral e ilegal. A ação tramita na 6º Vara Federal de Campinas e é fundamentada na afronta da Lei de Responsabilidade Fiscal, no princípio da moralidade e na defesa da dignidade de todos os brasileiros.

De bico calado

Dias Toffoli, presidente da Corte, firmou um acerto com o Executivo e Legislativo prevendo o fim do auxílio-moradia para juízes assim que o reajuste salarial dos ministros do STF fosse aprovado. No entanto, com o reajuste aprovado ontem, os nada excelentíssimos ministros do STF estão evitando falar sobre o assunto. O único que se pronunciou foi Marco Aurélio Mello. Ele afirmou apenas que o assunto já deveria ter sido “enfrentado”.

Previdência

Wilson Witzel esteve em reunião no gabinete de transição do novo governo Bolsonaro em Brasília para conversar sobre a intervenção federal no Rio. Como sabemos, para aprovação de uma alteração na Constituição Federal – caso da proposta de reforma previdenciária – seria necessário suspender a intervenção. Witzel afirmou à imprensa que o presidente eleito está trabalhando junto com Temer pela aprovação de uma proposta de reforma da Previdência que não altere a Constituição Federal. Dessa forma, a intervenção poderá ser mantida.

Lava Jato

Um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro prendeu dez deputados da Assembleia Legislativa. De acordo com as investigações, os deputados recebiam propinas mensais com valores variando de 20 a 100 mil reais. Em troca deveriam votar de acordo com os interesses do governo de Sérgio Cabral. Os novos presidiários são: Andre Correia (DEM), Chiquinho da Mangueira (PSC), Coronel Jairo (MDB), Edson Albertassi (MDB), Jorge Picciani (MDB), Luiz Martins (PDT), Marcelo Simão (PP), Marcos Abrahão (Avante), Marcus Vinicius Neskau (PTB), Paulo Melo (MDB) e Vinicius Farah (MDB). O “mensalinho” era resultado de sobrepreço de contratos estaduais e federais. Os parlamentares ainda contavam com indicações e loteamento de cargos em diversas estatais, onde poderiam colocar mão de obra comissionada e terceirizada.

Justiça

Futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro declarou que a questão carcerária no Brasil é um problema, e que é necessário ampliar vagas. O juiz também avaliou que é inequívoco que existe um tratamento leniente com crimes praticados com extrema gravidade, como em casos de homicídio qualificado. Para Moro, as pessoas ficam poucos anos em regime fechado e deve haver um endurecimento das regras do sistema prisional.

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o/ Francine Galbier