Sem surpresas para os que estão comprometidos com a verdade: no acordo de delação premiada de Palocci com a Polícia Federal de Curitiba, o petista conta que a indignação de Lula com a corrupção não passa de teatro.

Nesta segunda, 30, o juiz federal Sérgio Moro retirou sigilo de parte do termo e liberou as informações em um despacho para uma ação penal do Instituto Lula, como relatou a Folha.

Leia o trecho em questão, sobre a dissimulação do ex-presidente:

Como já publicado aqui no News, nos anexos de Palocci está detalhado um suposto esquema de indicações para cargos na Petrobras que acontecia durante o governo Lula. Até aí, nada de novo no front. Palocci também relata uma reunião no Palácio do Planalto, com a presença de Lula e Dilma, que seria para acertar o pagamento de 40 milhões em propina para a campanha da ex-presidente em 2010 – o que já havia sido dito em depoimentos anteriores.

Sobre o pré-sal, é dito que houve a ideia de nacionalização do projeto e objetivo seria atender os interesses das empreiteiras nacionais que tinham ótimo relacionamento com o governo. Palocci diz que era mais fácil discutir contribuições eleitorais com a OAS, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa.

o/ Francine Galbier