Para o Jornal Brasil de Fato, João Pedro Stedile, líder do MST, disse:

“Ficou claro durante essa campanha: nós temos que retomar o trabalho de base, que até o  Mano Brown puxou a orelha e ele estava correto. Se nós tivéssemos tido a paciência de, ao longo desses seis meses, ter ido de casa em casa, nos bairros da periferia, onde vive o povo pobre, acredito que teríamos outro resultado eleitoral. O povo entende, mas ninguém vai lá falar com ele.”

Até Stedile entendeu

Há tempos a esquerda defende pautas que não são pretendidas pelas pessoas pobres. É um fenômeno mundial que começou com as manifestações de 2013, com a eleição de 2016, com a vitória de Trump nos Estados Unidos e o Brexit.

Cada vez mais, quem representa as classes mais baixas da sociedade são os conservadores. Os valores dessas pessoas são defendidos por políticos de direita: segurança, família e emprego são os pilares desse eleitorado que não se sente representado pela esquerda, que virou um “fetiche” de pessoas ricas.

o/ Guto Zacarias