Na tarde da última terça-feira (16), o vereador Fernando Holiday (MBL) publicou em seu novo canal no YouTube um vídeo em que comenta o suposto apoio de um ex membro norte-americano da Ku Klux Klan ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Veja abaixo:

O parlamentar trouxe à tona fatos sobre a organização supremacista branca, entre eles o antissemitismo da KKK, presente também em partidos socialistas do Brasil e do mundo. O episódio em que o ex-deputado e atual vereador carioca Babá (PSOL) queima uma bandeira do Estado de Israel é, até hoje, motivo de revolta na comunidade judaica brasileira. A relação entre o nacional socialismo com o socialismo marxista, exposta pelo vereador, remonta às origens do fascismo italiano. Benito Mussolini, antes de fundar o movimento que tomaria o poder na Itália, foi membro do Partido Socialista Italiano e editor de um jornal ligado ao partido. O fascismo, em suma, absorveu conceitos de exploração do trabalhador pelo patrão, semelhante à luta de classes marxista, para fomentar sindicatos e a conciliação de classes através da consolidação de leis e direitos trabalhistas.

A militância ultraesquerdista, contudo, se fez de desentendida no Twitter para atacar o parlamentar do MBL, recorrendo a um salto lógico e argumentativo para dizer – falsamente – que Holiday teria afirmado que a KKK era uma organização de esquerda, quando essa afirmação jamais foi feita. Relacionar fatos e semelhanças da organização supremacista com aspectos do ideário ultrasocialista tem a ver com a Teoria da Ferradura, desenvolvida pelo escritor francês Jean-Pierre Faye, que argumenta através da ciência política que a extrema-esquerda e a extrema-direita, ao contrário de serem extremos opostos de um espectro político linear e contínuo, acabam se aproximando, da mesma forma que o fim de uma ferradura. Um grupo de extrema-direita como o Ku Klux Klan, por exemplo, estaria mais próximo do petismo e da ultraesquerda brasileira, do que com o liberalismo e o conservadorismo, elementos presentes na candidatura presidencial de Jair Bolsonaro.

Na última eleição presidencial francesa, por exemplo, as candidaturas de Marine Le Pen e Mélenchon, respectivamente de extrema-direita e extrema-esquerda, convergiam em pautas como a defesa do aborto, nacionalismo exacerbado, regulamentação da mídia, estatismo, xenofobia, euroceticismo e protecionismo econômico. Os fatos, portanto, apresentados em vídeo pela fala de Holiday, demonstram a precisão da Teoria da Ferradura e expõem semelhanças gritantes entre os projetos políticos dos extremos. A esquerda brasileira, contudo, por intermédio de seus ativistas e blogs auxiliares, por ignorância histórica ou por puro oportunismo, prefeririam negligenciar os fatos para inventar mais uma notícia falsa sobre Fernando Holiday. Falharam mais uma vez.

Fernando Holiday se pronuncia sobre a polêmica

Procurado pela reportagem, a assessoria do vereador esclareceu a polêmica através de nota oficial. Leia:

“Desde ontem estou sendo acusado por militantes de extrema-esquerda e alguns formadores de opinião mal-intencionados de ter afirmado que a Klu Klux Klan era de esquerda. Isto nunca foi dito por mim ou pelo meu movimento, tanto que meus detratores são incapazes de apresentar qualquer registro em vídeo ou áudio com esta afirmação.

Meus detratores sabem que estão espalhando mentiras, mas o fazem de forma calculada para projetar uma cortina de fumaça no debate público. Para eles a calúnia e difamação são armas mais eficazes, já que a intenção é sempre enganar.

E o mais importante é que isso eventualmente pode ajudar os lacaios do petismo a se safarem de uma afirmação que eu de fato fiz e que para eles é muito incomoda: o extremismo e desumanidade da Klu Klux Klan está muito mais próximas destes radicais de esquerda do que do próprio candidato Jair Bolsonaro.

Tanto é verdade que estão utilizando ofensas racistas, mentiras e fraudes contra mim. Tanto é verdade que esta gangue assassinou Celso Daniel, além de ter levado a cabo um plano de corrupção cuja finalidade maior era tomar o Estado de assalto e assassinar a democracia.

Não pretendo mais me estender neste assunto pois sei que o outro lado não passa de uma seita comandada de dentro de um presídio. Tentar diálogo com esta escória é o mesmo que falar sozinho. Como já afirmei em postagens nas redes sociais, é este comportamento que fará com que Jair Bolsonaro vença as eleições no próximo dia 28/10. Este será o preço pago pelas esquerdas por tantos anos de crimes e mentiras.”

Texto de Thomaz Henrique Barbosa.

o/ Francine Galbier

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