Após desmentir o uso dessa prática na ONU, em agosto desse ano, a China legalizou a utilização de campos de concentração para “educar e modificar as pessoas que foram influenciadas pelo extremismo religioso”.

De acordo com o Estadão, embora sem especificar, a China já tinha dito que usava “medidas” para combater o “extremismo religioso”. Agora uma revisão do artigo 17 da nova legislação delega aos estados a autonomia de organizar esses centros.

Segundo a anistia internacional e organizações de defesa dos direitos humanos, mais de 1 milhão de muçulmanos estão detidos em campos onde há denúncias de torturas e mortes.

Líderes do partido comunista chinês chegaram a usar a expressão “combater até a morte” a expansão das práticas muçulmanas e chegaram a proibir “barbas demasiadamente longas” e mulheres de véu.

Essa é mais uma prova da diferença entre países com valores ocidentais e países sem esses valores. Nas nossas democracias o estado laico é garantido e, apesar das incompatibilidades, as crenças muçulmanas são combatidas por meio do debate ideológico, teológico e filosófico.

o/ Guto Zacarias