Os deputados estaduais só tomarão posse no dia 15 de março, mas a disputa pela Presidência da Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) já esquenta os bastidores da casa legislativa. A deputada mais votada da história do país, com 2.060.786 votos, Janaína Paschoal (PSL), é uma forte candidata na disputa pela Presidência da casa. O maior adversário de Janaína é o deputado estadual Edmir Chedid (DEM), que exercerá seu sétimo mandato consecutivo.

Janaína Paschoal conta com o apoio de seu partido, o PSL, que possui quinze deputados. Outros nomes de outros partidos também devem apoiar a autora do pedido de Impeachment de Dilma Rousseff. Um deles é o deputado estadual eleito Arthur do Val (DEM), 2º mais votado com 478.280 votos, segundo ele “A Janaína é uma pessoa maravilhosa. Apoio que ela seja a Presidente da ALESP para acabar com a farra dos gastos e com outras coisas que ficam na obscuridade da casa legislativa”.

O desafio do PSL e dos apoiadores da deputada eleita, é trazer mais partidos e parlamentares para apoiarem essa candidatura, segundo Paschoal “Vou me candidatar e me apresentar a todos os deputados, que podem votar independente de seus partidos. Ainda não sei se haverá o apoio formal de um partido”. Já o deputado Arthur do Val disse que pretende trazer outros colegas, principalmente do partido NOVO, para apoiar a candidatura de Janaína.

PRIORIDADES

A deputada Janaína Paschoal disse ao MBL News que pretende “Resgatar a competência da ALESP para legislar temas de interesse direto da população. Resgatar a autonomia do Legislativo estadual frente ao Executivo e tornar a ALESP mais técnica”. Outro tema que defendido pela bancada do PSL é o programa Escola Sem Partido, “A discussão é bem mais complexa. As Universidades e até as escolas estão sendo instrumentalizadas. O Movimento Escola Sem Partido quer a libertação dos estudantes”, disse Paschoal.

PRÓ-VIDA

Questionada se pretende implementar algum projeto pró-vida, Janaína Paschoal, que é forte defensora da causa, declarou: “Quero fortalecer a acolhida às mulheres que pensam em abortar, para que elas tenham uma alternativa, quero também fortalecer o programa entrega legal, para facilitar a adoção. Também entendo ser importante fortalecer o aconselhamento preventivo ao aborto. As mulheres que abortam sofrem muito depois. Quem se preocupa com as mulheres não incentiva o aborto”.

Renato Battista
@renatobattistambl
23 anos, formado em Relações Internacionais pela ESPM e pós-graduando em ciência política pela FESPSP. Repórter e colunista às sextas, escreve sobre política internacional.