Estamos vivenciando uma escalada de violência contra eleitores de Jair Bolsonaro ao mesmo tempo em que a imprensa acusa a direita de ser responsável pelo ódio que paira na sociedade. É o retrato da hipocrisia que reina nas redações brasileiras.

Nos últimos dias, casos reais de agressões, e até mesmo de assassinatos, são ignorados pela grande mídia. O motivo? Os criminosos estão à esquerda.

Em Horizonte, interior do Ceará, o coordenador da campanha do PSL na cidade, Alexandre de Paula Albuquerque, sofreu um atentado com tiros em seu comércio. Nossa equipe teve acesso ao Boletim de Ocorrência do caso. A vítima, de acordo com o documento, acredita que a motivação do crime foi sua função na campanha de Bolsonaro.

O Wellington Macedo, que fez uma reportagem independente sobre casos de violência por motivações políticas, confirmou que há muitos crimes semelhantes acontecendo na região sob o silêncio da imprensa.

Em Itapajé, região norte do Estado, o pastor José Costa de Melo, da Assembleia de Deus Templo Central, teve sua residência metralhada após declarar apoio a Bolsonaro, o caso também foi apurado por Wellington Macedo e teve cobertura do G1 com omissão do fato de que a motivação do crime era política.

Em Maranguapé, região metropolitana de Fortaleza, o idoso Dedé Quintino, tentou impedir um petista de arrancar bandeiras pró-Bolsonaro de uma praça e foi gravemente agredido na cabeça, desmaiando no local. O relato está no Facebook de um amigo de Quintino, com imagens fortíssimas e pequena repercussão na imprensa cearense. Já em Campina Grande, Pernambuco, um professor de 70 anos foi agredido em um ato contra Bolsonaro.

O caso mais grave ocorreu em Fortaleza: o vendedor de livros Valdemir Mendes Cirino foi espancado após recusar panfletos de militantes de Haddad e faleceu 9 dias depois por traumatismo craniano.

Para esses casos não há alarde midiático. Ao contrário, as histórias são sufocadas pelos “jornalistas”, que se ocupam em fazer com que falsas comunicações de crime passem por verdades. Um exemplo foi o da jovem gaúcha que acusou eleitores de Bolsonaro de terem cravado uma suástica em seu corpo, mas não quis representar criminalmente contra eles. Os sites e jornais publicaram sobre isso exaustivamente. Poucos dias depois, se provou por laudo que o desenho tinha sido fruto de uma automutilação. Mas a fake news já estava lançada no imaginário popular.

Neste vídeo, o co-fundador e líder nacional do Movimento Pedro Deyrot analisa a situação relatada. Assista:

Francine Galbier
@francinegalbier
Atriz, estudante de Direito, repórter e editora-chefe do MBL News.