O coordenador do Movimento Brasil Livre, Renan Santos, publicou nesta segunda-feira (19) um vídeo respondendo algumas das críticas que fazem ao MBL e explicando o que de fato acontece por trás das câmeras. Ele esclareceu às 5 principais “tretas” do movimento.

Primeiro Renan respondeu a velha história “vocês do MBL não são de direita” mostrando o histórico do apoio que o movimento teve ao longo dos anos. O coordenador afirmou que, apesar de ser declaradamente liberal, o MBL converge em muitos momentos com pautas conservadoras.

“O espantalho criado por alguns setores da direita sobre a característica liberal do MBL – afirmando que apoiamos o aborto, a legalização das drogas, a exposição do Queer Museu, etc – não se sustenta, uma vez que nunca defendemos o aborto (inclusive gravamos mais de um vídeo contra o aborto), não temos opinião oficial sobre a legalização das drogas e nos opusemos firmemente contra o que ocorria no Queer Museu, apoiando o boicote que se seguiu.”

A segunda crítica respondida por Renan foi “vocês estão com o DEM e a velha política”. Primeiro foi exposto que a relação entre MBL e DEM é apenas um impressionismo de São Paulo. Isso ocorre porque as grandes figuras paulistas do MBL usaram a legenda do DEM para se eleger.

No vídeo são indicados dois motivos para isso ter acontecido: primeiro, o DEM deu aos membros do MBL total liberdade de voto e de apoio, algo que eles não receberam de outros partidos. Ademais, durante o processo de impeachment, líderes do DEM contribuíram com a causa, gerando uma relação de confiança.

Porém, o MBL sempre criticou membros do centrão, incluindo do DEM, além de pressionar todos igualmente na aprovação de pautas necessárias. Inclusive o centrão foi o principal alvo do MBL durante o processo de impeachment, uma vez que era necessário virar votos no Congresso.

A seguir Renan comentou sobre sua polêmica com os “áudios do UOL”. O portal UOL já realizou diversos ataques ao MBL, especialmente a Renan Santos. Todas essas matérias foram realizadas pelo mesmo jornalista, Vinícius Segalla, que posteriormente passou a trabalhar no Instituto Lula. Em um de seus artigos, Segalla acusou Renan de ter diversos processos trabalhistas, relacionando-o com várias empresas que o coordenador do MBL nunca foi proprietário. E mesmo sendo proprietário de uma das empresas, não houveram empréstimos do Governo nem nada desta espécie, apenas processos comuns para qualquer empresa brasileira, imersas em um “manicômio jurídico e fiscal”. E o outro artigo – que se referia a um áudio vazado de Renan – simplesmente não indicava nada de errado.

Outra crítica foi a de que “Kim Kataguiri apoiou Geraldo Alckmin”. Isso foi simplesmente uma má interpretação de um vídeo de Rico Perrone. Kim na referida entrevista foi perguntado se escolheria Geraldo Alckmin ou Jair Bolsonaro para uma situação específica. Pela época, em que Alckmin parecia agrupar as forças políticas e Bolsonaro ainda tendia a um discurso menos liberal, Kim escolheu Alckmin. Evidente que depois o ex-governador de SP mostrou-se um fracasso eleitoral, enquanto Bolsonaro junto de Paulo Guedes assumiu um discurso mais liberal, fato que fez Kim votar em Bolsonaro ainda no primeiro turno.

Além disso, o MBL sequer podia apoiar algum político, uma vez que é uma pessoa jurídica. Kim apoiar Alckmin, portanto, era simplesmente impossível.

A última crítica diz que “Renan e sua família são os donos do MBL”. Para responder, Renan simplesmente contou como funciona o escritório do MBL: cada um cuida de sua área de competência. Não existe um dono formal, cada um faz sua parte e trabalha em grupo. Apesar de ser um movimento organizado, não é centralizado ao redor da figura de um “dono”.

Gustavo Sales
@gustavosales