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Estudante interrompido, músico frustrado, cozinheiro irregular e fundador (e membro mais controverso) do MBL - Movimento Brasil Livre.
Caso Rhuan: estamos aguardando o repúdio das feministas…

Mãe praticou castração e detestava homens.

12/06/2019 17h03

Está complicado. Quanto mais detalhes do caso Rhuan tornam-se públicos, mais fica explícita a maldade e o fanatismo político de sua “mãe” — se é que podemos chamar assim esse monstro — , Rosana Auri da Silva. Após mutilar o pênis de seu filho, a assassina manteve o jovem de 9 anos sob intensa tortura psicológica.

O sofrimento teve fim no dia 31 de maio, quando Rosana e sua companheira esfaquearam a criança e arrancaram sua cabeça com o menino ainda vivo. Foi um alívio para uma vida amargurada e torturada: Rhuan era declaradamente odiado por sua mãe, primeiro por ser menino, segundo por “atrapalhar sua relação amorosa“.

As recentes declarações de Rosana à polícia demonstram um completo desequilíbrio. Ela e sua companheira eram devotas de um fanatismo religioso por demais perigoso, mas também de um ódio ao sexo masculino que ultrapassa qualquer limite do aceitável. Desse ódio derivou a castração de seu filho e uma doutrinação misandrica de sua outra criança.

A questão fundamental que reside aqui não é o fato de Rosana e sua companheira serem lésbicas. Casais heterossexuais já cometeram atrocidades contra seus filhos — e em número substancialmente maior, por serem maioria. É, no entanto, na incrível capacidade que doutrinas odiosas tem de motivar gente desequilibrada a cometer atos de monstruosidade de cara lavada — e confessá-los como se fossem a coisa mais normal do mundo.

A história é recheada de casos de fanatismo religioso e político convertidos em instrumentos de morte por gente absolutamente normal — Hanna Arendt está aí pra comentar o caso — sob argumentos por vezes simplórios e banais. Para os oficiais dos campos de concentração, eram ordens de seus superiores; para o terror vermelho eram os “inimigos da revolução”. Para Rosana, seu filho era um menino, e a masculinidade é um problema.

Acredito na autonomia do indivíduo, e de sua capacidade de julgamento moral diante de dilemas éticos e culturais que permeiam sua existência. Não acredito em “cultura do estupro”, assim como não acho que toda feminista é uma Rosana Auri em potencial. Mas sei do impacto que discursos políticos irresponsáveis tem sobre gente fraca, desequilibrada e fanática. Gente que mata por nada — como Rosana, que fritou seu filho em óleo quente e triturou seus ossos para facilitar o transporte.

O que a civilidade pede, nesses casos, é a auto-crítica dos agentes políticos que endossam discursos que por vezes… vão longe demais em seu voluntarismo revolucionário. Democratas (de verdade) e gente responsável no debate público tem a obrigação de atentar para isso, sob pena de se igualar a grupos terroristas, partidos comunistas e revisionistas do nazismo na negação das atrocidades que seu discurso conduziu.

Estou no aguardo das feministas. Vamos ver no que dá.